Cafeinado strikes again(e)
A fresta da janela permitiu um raio de sol, coisa rara nos dias de hoje, cinzas, gelados, monocromáticos... ardeu os olhos, semi-abertos,semi-acordados...
De repente, da fresta fez-se o sol, do sol, fez-se o calor, do calor, fez-se o estouro, do estou a explosão, e da explosão o fim da semi-vida. Olhos que ardiam contrários ao sol, cospem agora faíscas ao invés de lágrimas, e lágrimas ao invés de fogo... e vida ao invés de morte.
O garoto cafeinado cresceu, e segue os rastros do sol, as pegadas na neblina, porque nem o céu é o limite. Não há cintos para apertar, não há segurança para se apoiar, não há certezas para se agarrar e perder entre os dedos... mas tem a vida, e toda essa loucura incerta que é viver... não há lugar seguro, não há abrigos, não somos refugiados exilados em outro país... somos astronautas lançados ao céu, sem rota definida... e iremos nos chocar La em cima, e por algum momento teremos nosso próprio asteróide... fomos lançados diretamente de canhões, ao céu, e explodiremos juntos numa só frequência... e juntos atingiremos o êxtase da existência... e nada será capaz de apagar isso... cafeinado strikes again...
Luis cafeinado xxx
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