quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Onde está meu Goethe?

Sinto na pele constantemente o equívoco do senso comum. Um raio pode cair não só uma, mas duas, três, tantas vezes forem, no mesmo lugar. Eu sinto já tem um tempo, cair um por noite aqui na minha cabeça. Não há para raios para  te proteger de viver, sofrer está atrelado ao simples fato de respirar. Talvez eu esteja apenas fragilizado, talvez eu não esteja mais apático e entorpecido,ou  de certa forma, esteja e não saiba mais discernir. Provavelmente a maior máxima da minha vida em 33  anos esteja pesando demais sobre mim agora. Não espere ler coisas bonitas e românticas aqui, não espere que eu faça poemas  ou prosas poéticas, não esperem porra nenhuma de mim. Hoje eu sou um carro bomba prestes a vociferar as piores frases e explodir as suas "melhores " máscaras. Hoje EU NÃO SOU  a lágrima que evaporou antes de tocar o chão, sem nenhum espectador  ou testemunha, morta e seca  como a vida de tantas pessoas que por medo, se deixaram levar pelo comodismo e ilusão de um lugar seguro. Hoje eu sou o colapso, sou a raiva contida nos olhos de quem foi impedido de tentar, sou a conversa de boteco que ninguém ouviu,apesar de todo o silêncio, pois trazia  verdades demais  e todos se fingiram de surdo, hoje, neste momento exato, sou o odiado por dizer o que sinto, por não corresponder expectativas, por construir e destruir sonhos e não poder chorar nem gritar por socorro ao ver  castelos ruindo frente aos demônios, sou o enjaulado sem o mínimo espaço pra poder respirar que  ousou pedir o mínimo de respeito e foi punido com o egoísmo extremo do ser humano. Feito Virgínia Woolf  me afundo no lago, mas não deixo cartas, bilhetes, nenhum recado. Tarde demais...

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