Sinto na pele constantemente o equívoco do senso comum. Um raio pode cair não só uma, mas duas, três, tantas vezes forem, no mesmo lugar. Eu sinto já tem um tempo, cair um por noite aqui na minha cabeça. Não há para raios para te proteger de viver, sofrer está atrelado ao simples fato de respirar. Talvez eu esteja apenas fragilizado, talvez eu não esteja mais apático e entorpecido,ou de certa forma, esteja e não saiba mais discernir. Provavelmente a maior máxima da minha vida em 33 anos esteja pesando demais sobre mim agora. Não espere ler coisas bonitas e românticas aqui, não espere que eu faça poemas ou prosas poéticas, não esperem porra nenhuma de mim. Hoje eu sou um carro bomba prestes a vociferar as piores frases e explodir as suas "melhores " máscaras. Hoje EU NÃO SOU a lágrima que evaporou antes de tocar o chão, sem nenhum espectador ou testemunha, morta e seca como a vida de tantas pessoas que por medo, se deixaram levar pelo comodismo e ilusão de um lugar seguro. Hoje eu sou o colapso, sou a raiva contida nos olhos de quem foi impedido de tentar, sou a conversa de boteco que ninguém ouviu,apesar de todo o silêncio, pois trazia verdades demais e todos se fingiram de surdo, hoje, neste momento exato, sou o odiado por dizer o que sinto, por não corresponder expectativas, por construir e destruir sonhos e não poder chorar nem gritar por socorro ao ver castelos ruindo frente aos demônios, sou o enjaulado sem o mínimo espaço pra poder respirar que ousou pedir o mínimo de respeito e foi punido com o egoísmo extremo do ser humano. Feito Virgínia Woolf me afundo no lago, mas não deixo cartas, bilhetes, nenhum recado. Tarde demais...
0 comentários:
Postar um comentário
quer um café?