Então vem aquela sensação de se reencontrar, e perceber que de certa forma, vale a pena se manter fiel a você mesmo. Já reparou que a vida toda passamos fazendo ressalvas, concessões, "deixando pra lá" , por medo? Algo muito forte que eu trouxe do "punk" para o meu dia a dia e vida foi isso, de ser eu mesmo e convicto daquilo que eu acredito. Claro, isso não significa ser fechado e estagnado, falo de convicções... muitas delas, antes de serem convicções, eram dúvidas, e retroceder, certamente, seria um erro grave, por isso eu sigo em frente, aos tropeços e tombos , mesmo que sozinho. Talvez eu não chegue onde queira, ou onde imagino, mas eu sigo, com a certeza ( por mais que ela seja questionada, por mais que os dedos apontem para mim) de que eu não parei e busquei o melhor pra mim ,sem atropelar minhas convicções, sem destruir minha auto-estima, mesmo que doa, que sangre, que machuque... é como se houvessem apenas 2 caminhos, seja o caminho A ou o caminho B escolhido, ambos proporcionariam dor, porem, um deles você instintivamente sabia que era o " correto" , por mais que você sofresse, traria algo a mais, até porque, você jamais teve coragem de tentá-lo antes. Simplório dividir as coisas assim, em A e B, em correto e errado, mas é apenas uma forma de simplificar as equações da vida. Não há aqui nenhum juízo de valor... e enquanto escrevo aqui, a vida segue lá fora, e eu sigo dialogando comigo mesmo... tentando entender, autoconhecer-me, e escuto ecos ressoando dentro do meu peito, tão vazio... um estado já inerente a qualquer caminho que eu escolhe-se... que na verdade, eu nem sei se escolhi ou me deixei levar... boa noite...
0 comentários:
Postar um comentário
quer um café?